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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Um ano não e uns dias

cronica deficiente um ano Há um ano atrás, exatamente no dia 14 de janeiro, fora publicado aqui o primeiro texto com o título de “Uma Crônica Deficiente”, com as reflexões que conduziram à criação do blog e celebração de vida.

Um ano se passou e muito do que propunha, sonhara, quisera e, também por que não, do que não desejara ocorreu. Estudei, diverti-me, fui a festas, trabalhei, amei, chorei e assim celebrei a vida dentro de uma margem de limites que a cada conquista aumenta a visão de horizontes.

Se o blog faz aniversário, fatalmente minha deficiência também faz; e neste mesmo contexto tudo o que é composição de vida também faz aniversário em uma festa de 365 dias e 6 horas que não podem ser esquecidos.

O tempo é precioso!

Passamos boa parte de nosso tempo reclamando que não temos tempo e deixando de fazer o que queremos; deixando de estar ao lado de quem amamos usando uma desculpa incoerente, pois somos nós que fazemos nosso tempo e, também por uma ingenuidade disfarçada, nos dispomos como reféns deste “pouco tempo” que temos e assim vamos nos perdendo sem muita opção ou caminho de volta.

Neste um ano aprendi mais e com mais pessoas também.

Aprendi, ou melhor, reaprendi a celebrar a vida em família.

Aprendi a externar mais o que sinto e a dizer a quem quero bem o quão é importante e a viver o que digo.

Aprendi, consegui amar verdadeiramente e a dizer que amo.

Aprendi muito mais...

Tudo o que foi escrito, descrito e relatado aqui sempre teve alguém que impulsionasse sem que seus nomes fossem revelados, até para dar liberdade a quem lê de poder se colocar como personagem.

A estes “alguéns”, preciosidades, linda moça, doce moça, amigo, amigo de outro continente, tia, avó, avô, irmão, irmã e, claro, minha mãe, obrigado e a vocês ofereço o vídeo a seguir.

Até a próxima!

Angelo Márcio.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Vivendo e aprendendo

Menos de um mês depois de visitar um anjo chamado Marcos descobri que ele havia falecido, que o câncer havia deitado ao solo o bravo soldado.

O vódeo a seguir foi feito com as outras crianças que continuam a nos emocionar e ensinar com força ímpar.

Até a próxima!

Angelo Márcio.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Passos para enfrentar o desconhecido

Dois dias antes de sair do hospital, a pscóloga responsável pelos pacientes do andar veio e assentou-se ao lado esquerdo de minha cama, numa posição que permitia vê-la de frente, observar seu olhos e reações.
 
Ela tinha a missão de me avaliar, pois depois de 18 meses, fazia-se necessário, até como processo de ressocialização que a avaliação fosse feita e ali, enquanto desfiava meus planos pós hospital, concluí que não preciva aceitar a sociedade já que sou parte dela – mesmo que muitos não queiram ou de forma degradante e preconceituosa fingem que a pessoa com deficiência não tem autonomia de decisão sobre suas vontades e desejos.
 
Durante a conversa com a doutora surgiram as seguintes propostas de ações:
 
1) Vencer o “auto-preconceito”;
2)Voltar à cidade de Jussara e visitar o local do acidente;
3) Andar pela cidade para enfrentar os olhares;
4) Ir a um baile, festa, algo assim;
5) Por fim, visitar uma pessoa com deficiência na mesma cidade, pois alí nunca havia visto alguém deficiente físico andando pelas ruas de Jussara, com seus pouco mais de 30.000 habitantes.
 
O interssante é que quase tudo que fora proposto ocorreu em uma semana para surpresa e alegria.
 
O porém, agora, é que ficará para outro dia, pois hoje quero homenagear aqueles que doaram parte de suas vidas na forma de tempo e auxílio com este vídeo de fotos.
 

Até a próxima.

Angelo Márcio.

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